
A história é a seguinte: antes de eu trabalhar na empresa que estou hoje, eu dava aulas de informática (pois é) em uma dessas escolas de computação básica, há pelo menos 6 anos atrás. E para chegar ao trabalho, eu pegava um ônibus elétrico, aqueles tróleibus que tem um corredor só deles e usam aquelas “antenas” para se ligarem aos cabos elétricos em cima da via. E como eu entrava cedo, tipo umas 8h30 da manhã, eu tinha que sair de casa pelo menos umas 7h00, pra não correr o risco de chegar atrasada.
O legal é que esses tróleibus tinham música ambiente e, embora estivessem sempre lotados de gente, eu até conseguia ouvir o rádio. Geralmente estava na Antena 1 ou Alpha FM, ou qualquer uma dessas rádios que tocam músicas de elevador.
Um desses dias, estava eu no tróleibus e, por incrível que pareça, ele não estava tão abarrotado de gente falando, reclamando do tempo ou do chefe. Estava bem silencioso e eu comecei a ouvir as músicas que passavam na rádio. E entre um Steve Wonder, uma Cindy Lauper e uma Laura Pausini, uma música diferente começou a tocar. Eu estava sentada na janela, quase cochilando com aquele sono desgraçado de universitária, mas comecei a prestar atenção na música. E era um som meio despretencioso, simpático, agradável mesmo. E como eu sempre presto atenção primeiro na melodia e depois na letra, naquele dia não foi diferente. Tinha uns toques de violão com piano, e eu adoro músicas com piano. Eu até peguei alguns trechos da letra, mas foi a melodia que me chamou muito a atenção, me fez sentir leve e até espantou meu sono. Assim que ela acabou, fiz esforço pra tentar ouvir o nome do artista, mas não consegui, e se ela não tivesse acabado, eu quase teria perdido o ponto.
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